domingo, 1 de março de 2026

ENFIM, ITABUNA HONRA A MEMÓRIA DO POETA TELMO PADILHA!


 Estátua do poeta Telmo Padilha foi construída pelo artista plástico Diovane Tavares, em ferro reciclado, com luminárias destacando o pulsar do coração e o brilho na mente do mais brilhante poeta itabunense.

 O poeta e escritor Telmo Padilha (1930 - 1997) ganhou uma estátua em sua cidade natal, Itabuna, nesta quinta-feira (26). A cerimônia de inauguração da obra, na Orla do Berilo, contou com as presenças de familiares do poeta; de artistas, jornalistas, profissionais liberais, vereadores, secretários municipais, Prefeito Augusto Castro, entre autoridades e moradores.

 O espaço onde está instalada a estátua de Telmo Padilha, também possui um mosaico onde o Clube dos Poetas do Sul da Bahia, homenageia centenas de outros poetas e poetisas de Itabuna. Telmo Fontes Padilha (Ferradas, Itabuna, 5 de maio de 1930 — Itabuna, 17 de julho de 1997 - 67 anos), foi um poeta e jornalista brasileiro associado à chamada literatura grapiúna. Atuou na imprensa do sul da Bahia e no Rio de Janeiro, trabalhou na CEPLAC e foi membro da Academia de Letras de Ilhéus.

 Contruída pelo artista plástico Diovane Tavares, a obra mostra o poeta sentado em um banco de praça com um livro na mão e um sorriso no rosto. A inauguração da obra fechou o ciclo de cinco anos do radialista e ativista social, Val Cabral, programando a realização deste seu sonho, pois sempre considerou uma enorme injustiça Itabuna não possuir um monumento do seu mais renomado, premiado e traduzido poeta. 

 Com a proposta de criar um espaço cultura, voltado para a celebração do poeta itabunense, o local contará com uma série de atividades culturais e eventos que integrarão um calendário constante de atividades como lançamentos de livros, apresentações de dança, capoeira, artesanato e gastronomia. A partir de março, a ideia é que no “Espaço Telmo Padilha” passe mensalmente ser realizado grandes eventos artísticos e culturais.

 Em Itabuna Telmo Padilha promoveu várias atividades culturais através do PACCE - Projetos e Atividades Culturais Cacau, sendo responsável pela revelação para todo o Brasil da obra do poeta de Belmonte Sosígenes Costa, publicando os livros Pavão Parlenda Paraíso, estudo de José Paulo Paes sobre Sosígenes (1977) e Iararana (1979). Telmo Padilha contribui também para a fundação da Faculdade de Direito de Ilhéus, matriz do que é hoje a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC., onde trabalhou como assessor cultural, cedido pela Ceplac, na qual ingressou por concurso em 1970.

 Entre suas obras conhecidas estão “Onde tombam os pássaros” (1974), “Canto rouco” (1977), “Vôo absoluto” (1977) e “O rio” (1977). “Canto rouco” recebeu resenha na revista World Literature Today (1979). Vôo absoluto é frequentemente referido como laureado com o Prêmio Nacional de Poesia do INL/MEC (1975) e o Prêmio Internacional de Poesia San Rocco (1976).

 O poeta morreu num trágico acidente automobilístico, entre as cidades de Buerarema/Itabuna. Com mais de 40 obras literárias, a maioria poesia, e traduzidas em diversos idiomas, mostrando a nossa cultura do cacau através de tradução de suas obras em mais de 40 países, o poeta, ainda, não tinha sido reconhecido pelo menos, com um nome de rua em Itabuna! Na noite de hoje, essa falha foi corrigida!

Viúva e filhas de Telmo Padilha estiveram presentes ao evento

Autoridaes e artistas participaram da inauguração da estátua de Telmo Padilha

O Prefeito Augusto Castro destacou a importância de Telmo Padilha, para a história das artes em Itabuna e para a boa imagem da cidade no mundo.

A Secretária Sônia Fontes (Infra), foi uma das maiores motivadoras e patrocinadora do "Espaço Telmo Padilha"!

Clovisnaldo, Tom Poesia e Adeildo Marques, são protagonistas do Clube dos Poetas, que é a entidade resonsável pela gestão do "Espaço Telmo Padilha"!

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